segunda-feira, 17 de novembro de 2008

LULA, O ODIADO

Ainda não consegui entender porque a direita, de um modo geral, em especial o
PSDB e o DEM odeiam tanto o presidente Lula? Será que se deve ao fato de sua popularidade, inclusive entre a classe média e os verdadeiros intelectuais? Será pelo fato de ele, um simples operário de uma montadora de automóveis, pouco escolarizado, ser mais respeitado e aceito no mundo inteiro do que o antecessor sociólogo, intelectual, doutor honoris causa aqui e/ou acolá, etc.?
Mas o ódio ao Lula pode até ser entendido. Afinal os inferiores sempre odeiam os superiores, sobretudo quando estes não são arrogantes e conseguem manter uma popularidade que ultrapassa as fronteiras do país.
O pior de tudo, no entanto, é essa direita canibalescaque, na impossibilidade de deglutir o Lula, tenta lançar o Serra à presidência, um homem desequilibrado, que desobedece Leis que ele próprio sancionou, ou que se omite em casos como o dos policiais civis e do baixo funcionalismo concursado, quando estes reivindicam salários e condições de trabalho condizentes com o Estado mais rico do Brasil, onde o funcionalismo é o 24º mais mal pago.
O Lula pode ser odiado, pode ter convivido com pessoas próximas ligadas ao tal mensalão, mas o FHC urdiu uma vergonhosa compra de votos para sua reeleição, que, apesar de suas lastimávies e inescrupulosas proporções, sequer passou por uma CPI, porque não interessava ao Congresso Nacional uma CPI em que os próprios congressias seriam condenados, se não todos, mas grande parte deles.
Mas além do citado acima, houve as privatizações descabidas, onde se entregaram à iniciativa privada, a maioria formada por corporações internacionais, empresas com a Embraer, as estradas, as telecomunicações, siderúrgicas e centenas de outras que, se bem administradas pelo Estado, poderiam estar rendendo bilhões aos cofres da nação, quando ocorre exatamente o contrário.
Que odeiem o Lula à vontade. É um direito que os de baixo têm de se manisfestarem quanto aos de cima, mas que respeitem pelo menos a grande maioria que o apoia.
O que a direita e a imprensa cretina e ditadora vem fazendo sistemáticamente é algo que dá asco e vergonha ao mesmo tempo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A CRISE ECÔNOMICA ATUAL

Entendo pouco de economia, principalmente quando ocorre uma crise como a atual, bem diferente da de 1929, já que aquela se originou numa quebradeira real, sendo esta muito mais virtual. O que a crise momentânea tem de verdadeira é apenas uma cretinice inescrupulosa chamada especulação. Ela não é gerada por falta de dinheiro, mas por excesso de liquidez, tanto que os causadores da catástrofe foram os grandes bancos, os que enriquecem com projeções futuras, negociando títulos e mercadorias muitas vezes deprovidas de lastro para tanto.
No entanto, o que incomoda é que os afetados são sempre os mesmos: a massa trabalhadora, as classes médias (altas, baixas, ou apenas médias), já que é sabido há séculos que os da base da pirâmide são os pagadores de todas as contas. E aqui acrescento as todos os tipos de dívidas que as bases estão acostumadas a pagar: as sociais, as ideológicas, as normatizadas pelo poder de plantão, etc., coisas que elas jamais contraíram com ninguém mais, se não com o Estado e com o poder do capital.
Seria fácil sairmos da crise se em vez de os governos gastarem tanto socorrendo instiuições financeiras, investissem mais em produção de alimentos, desincentivassem as aplicações especulativas, comos os diversos fundos monetários que apenas contribuem para enriquecer mais os mesmos. Mas é mais fácil, além de ser uma perversa lógica do capitalismo, investir 500 bilhões no sistema financeiro quebrado do que em coisas que geram bem-estar e garantem o consumo farto dos ítens essenciais, além de ser este um fator determinante na inclusão social, nos índices de saúde e de educação.
Alguns especialistas já disseram que não existe crise financeira, mas uma crise de falta de ética, de moral e uma ganância desmedida ditada pelo neoliberalismo capitalista.
Não sou, nunca fui e jamais serei comunista, mas creio que as pessoas entenderiam muito melhor as razões desta crise se lessem a obra completa de "O Capital", de Karl Marx.
Em tempo: onde escrevi comunista não queiram ler socialista, pois isso eu sou e a diferença é muito grande. O comunismo pode acabar rementedo a uma ditadura proletária, o socialismo nunca.

sábado, 8 de novembro de 2008

QUEM SOU EU?

Há poucos anos, eu que nunca viajo, visitei uma cidade onde jamais estivera. Depois de andar um bocado sentei-me num banco do terminal rodoviário intermunicipal, apenas com o objetivo de ver gente, pois havia ido de carro. Ao meu lado sentou-se uma mulher de uns quarenta anos, bonita, respeitável (me pareceu). Conversamos sobre várias coisas, mas nada das particularidades de cada um. Depois de mais de uma hora ela resolveu perguntar.
_ Mas afinal, quem é você?
_ Não sei – respondi. _ Talvez seja uma reencarnação de Jesus Cristo, ou do diabo para quem crê em diabos.
_ Você crê? _ Perguntou-me.
_ Creio... em milhares deles, talvez milhões, Aqui no Brasil, por exemplo, tivemos e temos muitos, como o Cidadão Kane brasileiro, esses políticos assassinos e corporativistas, que ajudaram a cruel ditadura militar e que enriqueceram com falcatruas várias, às custas da miséria de um povo doente, sem educação, sem respeito, sem dignidade, sem nada, que não a obrigação se servir incondicionalmente. E o pior é que uns se vão outros vêm, cada vez mais cruéis e insensíveis. Mas veja que refiro-me à história recente, pois isso vem desde o "descobrimento".
_ Crê em Jesus Cristo?
_ Creio apenas naquilo que se baseia em provas concretas. Se há essas provas com relação ao Cristo, então eu creio; se não há, não creio coisa nenhuma.
_ Pelo visto é ateu.
_ Acho que não. Alguma força muito superior e poderosa deve ter criado universo, o nosso planeta e esse ser humano estúpido, cruel, assassino, ganancioso e individualista que somos. Tenho dúvidas quanto à criação do ser humano.
_ Mas como é o seu Deus?
_ Não sei. Você sabe? _respondi perguntando.
_ Pelo menos as escrituras dizem que ele se parece com o homem, pois o criou à sua imagem e semelhança.
_ É? Quer dizer que um ser tão perfeito iria fazer uma porcaria como o ser humano, e ainda parecido com ele?
_ Pensando bem...
_ Não pense ou vai acabar enlouquecendo. Creia apenas que há uma força superior, mas que é uma incógnita, algo que ninguém deve sequer se atrever a dar-lhe forma ou atribuições.
Ela ficou alguns minutos em silêncio e, por fim, voltou a perguntar.
_ Mas quem é você, afinal?
_ Não sei. Posso ser o próprio Deus, assim como você. Deus, para mim são todas as coisas serenas, que tem no olhar esse brilho de esperanças que você tem, que eu devo ter também. Deus não é uma luta odiosa pelo consumo, pela riqueza, pelo poder. Deus não é o lidar com a natureza e com o próximo da maneira que vem sendo feito desde que se conhece a história da humanidade.
_ Você me parece um revolucionário.
_ Sou. Como você, como muitos, que lutam sem armas, que buscam a paz e a harmonia entre homem e natureza, numa luta quase sempre inútil, vã, que rende pouquíssimos frutos. Nossa esperança é que as sementes desses frutos possam germinar um dia e que as árvores da justiça e da igualdade possam, com sua majestade, fazer uma sombra tal , que aniquile a infestação de ervas daninhas que arrasam a humanidade.
_ É, você me convenceu _ disse, finalizando. Creio que não somos o Deus em si, mas um extensão do que podemos chamar de Deus e que eu resumo numa única palavra: AMOR.
Nos despedimos e nunca mais nos encontramos. Mas aquela mulher tinha algo tão profundamente mágico e grandioso, que fiquei ainda mais convencido da existência de Deus... do Meu Deus.

domingo, 26 de outubro de 2008

PERDAS

Perdi muito em quinze dias. Mas perdi tanto, como sempre é possível perderem os que andam no sentido contrário das coisas sem sentido. Refiro-me às recém-terminadas eleições municipais.
Explico.
Perdi na pequena cidade onde moro. Perdi na cidade grande onde morei por quase toda a minha vida e que ainda é uma segunda cidade para mim, pois tenho meu cordão umbilical ligado a ela. Estas duas cidades são, pela ordem, Buritama e São José do Rio Preto, ambas em São Paulo.
Perdi na capital paulista, onde vivi algum tempo durante a juventude e que aprendi a amar como amo a minha São José do rio Preto.
Perdi na cidade do Rio de Janeiro, onde eu não queria a continuidade de um governo que mata inocentes pelas ruas e pratica torturas no serviçõ de segurança pública.
Enfim, perdi, perdi, perdi e perdi. Será que algum dia vou ganhar? Ou terei que entrar no jogo dos poderosos e aceitar essas coisas que eles conseguem meter nas cabeças dos não politizados, que se deixam levar por palavras e por falsos sorrisos, por não conhecerem história?

Eleições em São Paulo

Um pouco triste, pressinto, pelas últimas pesquisas, uma vitória de um cadidato do Democratas ao governo municipal da cidade de São Paulo. E posso explicar as razões da minha tristeza.
1- A população puco politizada não sabe o que representa o DEM, que passa muito longe da democracia, desde que trata-se do antigo PFL, que era PDS, que era ARENA, o regime torturador dos governos militares.
2-Esse governo, assim como o de Serra no governo estadual, vai atender muito mais às elites, aos consumidores da Daslu, dos shoppings caros da cidade, dos condomínios de luxo e dos ditadores de plantão: o capital, a mídia e os corrpuptos de terno e gravata.
3- A criminalidade continuará sendo reprimida com prisões e torturas e jamais com educação, moradia e saúde. Mas quem se importa com isso? Quem é preso, torturado e mora em barracos não tem direito à cidadania. Isso é para quem tem dinheiro e boa posição social.
Lamento muito que um homem do qual acompanhei a carreira política desde o seu primeiro cargo até agora, possa vir a ser prefeito de São Paulo e ajudar José Serra a chegar ao Palácio do Planalto.
Por fim resta-me chorar um pouco e avisar: A CATÁSTROFE SE APROXIMA, pelo menos para quem vive abaixo da classe média.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Eloá, a Imprensa e a Polícia

Agora que tudo acabou mal, em mais um caso de mocinha, bandido e polícia, não podemos deixar de negar que a grande vilã do caso Eloá não foi sua criação familiar, seu namorado e tampouco a polícia. Se culpas há de todas as partes (e isso é evidente), o desfecho não teria sido trágico se não fosse a ganância circense de uma imprensa apodrecida pelos costumes de uma sociedade pouco civilizada que se excitou ao extremo com o desenrolar dos acontecimentos.
Tivessem os urubus midiáticos um mínimo de bom senso, sem quererem trabalhar como "negociadores", en troca de uma audiência desqualificada e sadomasoquista, as coisas teriam seguido um caminho menos traumático. Provavelmente não teríamos uma adolescente de quinze anos morta, uma outra ferida (e poderia ter sido gravemente) e um jovem arrebentado pela truculência policial que ainda insiste em fazer justiça com as próprias mãos, utilizando-se de métodos de tortura, conforme aprenderam com os norte-americanos, que os repassaram para nossa recente ditadura militar.
Agora é tarde para chorar, mas ainda é tempo de a imprensa cumprir sua função de informar sempre, sem escândalos exagerados e sem querer ser dona da verdade, pois isso é o que ela nunca é, salvo raríssimas e pouco conhecidas exceções.

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